terça-feira, dezembro 21, 2010

Eu, Ipanema e 80

Apaixonadamente como peri
Do Baixo ao Canecão, Caetano cantou
Pela praia de Ipanema
Helô desfilou e a todos encantou
Do gosto do tesão
Em cada esquina a juventude provou e se lambuzou
Junto ao sol no Píer
Largado no Castelinho, Jesse James se eternizou
Poeticamente em todos os bares na brisa das madrugadas
Tavinho brindou e enfatizou:
- Na década de ouro, minha gente, o amor reinou!

Tendo saudade do que nem vi
Olho hoje o que sobrou
Arpoador de vez em quando ainda rola
O fundo do Píer que nunca mais formou
Os blocos de rua no carnaval ainda são bons
Mas uma parte da tradição se apagou
A beleza e o charme nas pessoas do bairro continuam iguais
Nada mais do passado restou
Ah! sem esquecer a famosa formosa Garota de Ipanema
Que ao passar por mim na esquina com a Barão, também me flechou
No geral, Vinícius, tá tudo certo
Só o nome da Montenegro, devido a você, que mudou


- Evandro Mesquita e Rodrigo Santos (ex-Barão) no show de encerramento do WQS 6 estrelas no Arpoador. O último dia de competição do Oakley Rio Surf Pro International culminou com a vitória de Leandro Bastos na final sobre o espanhol Aritz Aranburu.
Para fechar a semana inteira de competição e ondas fracas, só um showzinho por dinossauros do rock nacional em cima de uma kombi (!) no final do Arpoador. Convidados: Evandro Mesquita, Rogê, Leo Jaime, Pepeu Gomes, entre outros. Arpoador + surf competição + música + alto astral + esporte + cultura. Sem comentários. CIRCO VOADOR REVIVAL!

PS: No intervalo pro 2º turno, quando só repirávamos Dilma x Serra, detalhe no Evandro fazendo a parte dele como formador de opnião. Não deu muito certo. Dia 1º vamos começar à pagar, seja o que Deus quiser.


Rodrigo Santos & Banda e Evandro Mesquita, A Dois Passos do Paraíso / Knock On Heaven's Door / One Love


Evandro e seu ukulele

Arpoador bonito, corredor cheio

Tensão e expectativa no pódio

BRASIl! Parabéns Leandrinho! - e o Jean de papagaio de pirata

Leo Jaime e toda sua desenvoltura

Eventos no Arpoador deveriam ser leis culturais, não há canto mais gostoso e que represente tão bem a cidade quanto esse aqui

Sweet home alabama, where the skies are so blue...

-Eu prefiro seeeer essa metamorfose ambulaaaantee !!!

Swell após swell, ano após ano
Yan

terça-feira, dezembro 14, 2010

Um pouco de chuva, um gosto de chuva

Se uma palavra pudesse traduzir esse ano eu acho que seria AVASSALADOR. 2010 não foi rápido, foi uma explosão invisível. Nas passadas largas do boom da comunicação digital as pessoas começaram a viver a vida do MUNDO, e não mais sua própria evolução. Você faz a sua rotina, acompanha os mineiros no Chile, assiste o que é cool, comenta novas tendências, se preocupa com o pensamento de terceiros, assume mil tarefas, é obrigado a consumir mais com as milhares de opções que surgem a cada piscar, se apresenta mais, se aproxima menos... É difícil acompanhar quem já está na estrada a 4,56 bilhões de anos.

Dezembro chegou e com ele muitas viradas, apesar de uma exceção: 22 na casa dos 22. Sei lá, soa bem ir além.

Refúgio, Under The Bridge

partidas e chegadas
uma vez ocorrido
sempre na história
idas e voltas
uma vez dito
sempre na memória

o toque, a distância
para sempre
ou só alguns dias
prever algo,
eu não me arriscaria
sentado na janela
olhando estrelas em noites frias
pensarei em você,
refugiando-me na poesia
escrevendo coisas para a lua
que eu só queria te dizer,
mas não podia.



Medulla, Eterno Retorno

"Sei lá,
quando ama tem
Quando fica sem,
não sabe direito como respirar

E as coisas que agora vem, ainda trazem,
um pouco de chuva, um gosto de chuva

A coragem que o guarda tem,
quando prende alguém
não serve pra nada

Quando o amor chamar
e o desespero que com a vida vem
O amor vai além, o amor vai muito mais além

Se os dias fossem como girassóis
e nada nos fizesse esquecer
e o mundo nos deixasse por um instante a sós
e o tempo parasse só nesse instante

Se é mesmo a vida quem desata os nós
e o medo dela não nos deixa entender

O universo inteiro numa casca de noz

Impõe a lei do eterno retorno
Mas, vem feito coice,
Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela

Mas, vem feito coice,
Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela
Noite...

Sei lá,
quando ama tem
Quando fica sem.
Se é mesmo a vida quem desata os nós
(e o medo dela não nos deixa entender)

O universo inteiro numa casca de noz
Impõe a lei do eterno retorno
Mas, vem feito coice,
Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela

Mas, vem feito coice,
Cabou-se o que era doce
O vento sempre leva o que trouxe,
mais dia menos dia, alivia.
E eu já nem sinto mais o cheiro dela
Noite..."



Yan

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Cítrico e Ácido

o tempo passou, os dias viraram apenas lembranças
a realidade me rasgou como uma foice
aprendi a não olhar pra trás e ser frio
munido de razões e princípios
decidi esquecer de como era doce
ter você por aqui.

gosto de perfumes cítricos, sabores ácidos
negro gato sem rastro
curte viver no limite do pulo do gato
pois a tesão da liberdade
é um prazer a se permitir.


The Alchemist and Nina Sky, Hold You Down


Yan