Um pingo de chuva estourou na pedra de gelo do meu whisky,
lembrei de ti
Que sempre quer botar pingo de i
em ipisilony, mas o que que há?
Parece até que eu sou um livro mal escrito
E que você é uma caneta cor vermelha rasurando o que não aceita,
nem consegue decifrar
Outras vezes você tenta feito louca... Rasgar as minhas páginas
Mal eu esqueço do que eu lembrei,
você aparece...
-Olá
Olá coisa nenhuma é o que me diz
Roubando meu whisky pra falar
Que eu te beijo como o Judas beijou Cristo
Pois levo tempo a imaginar como seria
Com quem e quando eu trairia o que eu jamais jurei te dar
Põe na minha boca palavras que não são minhas
Com a voz trêmula e trágica
E me ameaça quando diz:
-Eu vou embora
-Ora... Vá!
Você tem seu direito de ir e vir
Mas eu tenho o meu de querer ficar
Não precisa de um pedido de habeas corpus,
a porta esta aberta.
Domingo: folga + sol + praia + amigos + ipanema + água quente + surf e música rolando + entardecer clássico + céu rosa alucinante...
O dia se encerra com o relógio do calçadão marcando 17h53, 25graus. Uma brisa gostosa aconchega o corpo queimado e cansado, pegadas molhadas satisfeitas rumo casa. Um grupo se apresenta no quiosque da Vinícius, a bossa nova tocada abençoa os ouvidos e reúne passantes. Olho pra trás pela última vez antes de virar no Castelinho e vejo que o quadro de um dia perfeito se produz com cenas reais.
Maio passou voando e junho chega trazendo a Copa, a expectativa no Rio é grande... Dunga, Dunga, estamos de olho em você, se garantiu em ganhar a Copa agora reze muito pelo Robinho e pelo Kaká.
Baia, Habeas Corpus
Yan
domingo, maio 30, 2010
quinta-feira, maio 27, 2010
Tardes de um outono qualquer
No encontro, risos escondidos e silêncio
Nossos olhares lentamente dizendo
Que mesmo depois desse tempo
Ainda sabiam brilhar
Pouca conversa em sorrisos nascendo
Furtivos e sinceros, de mãos dadas em pensamento
Almas reconhecendo-se no mundo
Que parou querendo, apreciar esse momento
E se esqueceu de girar...
O tempo é rei, Rei Tempo
Arrasta sedento, eterno e lento
Seus ventos varrendo paixões ao relento
Intensos momentos: mil beijos chovendo
Na língua o veneno... Nossos lábios serenos
Correndo no tempo, se amando morrendo
Sem saber em que novo emprego,
Irão se encontrar...
Charlie Brown Jr., Como Tudo Deve Ser
PS.: essa mulecada de 10/16 anos de hoje não sabe muito bem o que é rock nacional né? Chamar Fresno, Banda Cine, NX Zero e outras coisas que vejo e ouço por aí surgindo na cena nacional de rock'n'roll é sacanagem. Parece que esqueceram quem e o que Legião, Paralamas, Titãs, Lobão, entre outros foram e fizeram. Como diria o Serguei: Coitadinhos... O pior é ver as gravadoras e meios de comunicação (cada vez mais poderosos e absolutos) apoiando e influenciando toda essa garotada - que absorve cada vez mais e se aprofunda cada vez menos - com esse lixo. Deixo pra vocês do Charlie Brown, original e símbolo de toda uma juventude, uma música que é no mínimo top3 na trilha sonora da minha vida. De resto? Deixa rolar.
"Vamos viver nossos sonhos,
temos tão pouco tempo..."
Yan
Nossos olhares lentamente dizendo
Que mesmo depois desse tempo
Ainda sabiam brilhar
Pouca conversa em sorrisos nascendo
Furtivos e sinceros, de mãos dadas em pensamento
Almas reconhecendo-se no mundo
Que parou querendo, apreciar esse momento
E se esqueceu de girar...
O tempo é rei, Rei Tempo
Arrasta sedento, eterno e lento
Seus ventos varrendo paixões ao relento
Intensos momentos: mil beijos chovendo
Na língua o veneno... Nossos lábios serenos
Correndo no tempo, se amando morrendo
Sem saber em que novo emprego,
Irão se encontrar...
Charlie Brown Jr., Como Tudo Deve Ser
PS.: essa mulecada de 10/16 anos de hoje não sabe muito bem o que é rock nacional né? Chamar Fresno, Banda Cine, NX Zero e outras coisas que vejo e ouço por aí surgindo na cena nacional de rock'n'roll é sacanagem. Parece que esqueceram quem e o que Legião, Paralamas, Titãs, Lobão, entre outros foram e fizeram. Como diria o Serguei: Coitadinhos... O pior é ver as gravadoras e meios de comunicação (cada vez mais poderosos e absolutos) apoiando e influenciando toda essa garotada - que absorve cada vez mais e se aprofunda cada vez menos - com esse lixo. Deixo pra vocês do Charlie Brown, original e símbolo de toda uma juventude, uma música que é no mínimo top3 na trilha sonora da minha vida. De resto? Deixa rolar.
"Vamos viver nossos sonhos,
temos tão pouco tempo..."
Yan
quarta-feira, maio 26, 2010
Mete o pé e vai na fé!
Nossa sociedade começou, eu sequer me entendia por gente
Acabou em cartas que o passado ficou de guardar
Nosso ciúme nem chegou a ser verdade
Pois a nossa intimidade
Foi aberta para o público
E se esvaiu em recordações
Nosso flerte foi fruto da coincidência
Soberana persistência
Tão fatal quanto um amor
E o fim da cena parecia fantasia
Uma história meio fria
Difícil de preservar
No nosso caso houve inversão de conceitos
Foi do desejo ao bocejo e da xota ao coração
Me deixou louco até me tirar os freios
Sem vergonha e sem receio
Apresentou-me à solidão
Pedi ajuda a Charles Chaplin, por dias fiquei desolado e aflito
Ele me disse que o amor perfeito, é a mais bela das frustrações
Pois está acima do que se pode exprimir
Infelizmente o melhor da brincadeira
Ficou para outra ocasião
Nosso romance foi paixão bem passageira
Passou de harmonia e melodia
Pra negligência e desilusão
Descobri em mim a essência do perdão
E que o orgulho só se torna eficiente de verdade
Quando se dispõe a serviço da dignidade
Do nosso encontro sobrou este auto-retrato
Pra mim você é um prato
Que eu já comi e já caguei...
Kanye West, Heartless
Pedro
Acabou em cartas que o passado ficou de guardar
Nosso ciúme nem chegou a ser verdade
Pois a nossa intimidade
Foi aberta para o público
E se esvaiu em recordações
Nosso flerte foi fruto da coincidência
Soberana persistência
Tão fatal quanto um amor
E o fim da cena parecia fantasia
Uma história meio fria
Difícil de preservar
No nosso caso houve inversão de conceitos
Foi do desejo ao bocejo e da xota ao coração
Me deixou louco até me tirar os freios
Sem vergonha e sem receio
Apresentou-me à solidão
Pedi ajuda a Charles Chaplin, por dias fiquei desolado e aflito
Ele me disse que o amor perfeito, é a mais bela das frustrações
Pois está acima do que se pode exprimir
Infelizmente o melhor da brincadeira
Ficou para outra ocasião
Nosso romance foi paixão bem passageira
Passou de harmonia e melodia
Pra negligência e desilusão
Descobri em mim a essência do perdão
E que o orgulho só se torna eficiente de verdade
Quando se dispõe a serviço da dignidade
Do nosso encontro sobrou este auto-retrato
Pra mim você é um prato
Que eu já comi e já caguei...
Kanye West, Heartless
Pedro
segunda-feira, maio 24, 2010
Código de Honra
Na paixão e no amor
Não contabilizo derrota
Nem conto vantagem
Ganho aquilo que posso
Só perco aquilo que tenho
Não tenho medo de briga
Respeito quem me enfrenta
Não humilho quem ameaço
Jogo um jogo que se virar ao meu favor
Dependendo da honra do freguês
Deixo-me perder e passo
Só pago pra ver a aposta que desejo
Se o desafio não for falso nem fácil
Não sou insensível
Nem tenho nervos de aço
Mais vulnerável que invencível
Não sou caçado pelo que caço
Não sou covarde quando recuo
Nem valente cantando de galo
Meu humor é fino e refinado
Como deve ser o de um palhaço
Sou de quem ocupo o corpo
Sem lhe invadir o espaço
Tenho a paciência de quem sonha
Consciência dos riscos que assumo
E nunca duvido do acaso...
Deposito fé em quem tem esperança
Conheço mais que ninguém, o nó do meu laço
Sou mais frágil do que pareço
Mas tenho sangue quente
E disposição de sobra pra vencer o cansaço
Não sou de ficar tímido à toa
Nem evito queda de braço
Discuto com quem me aborrece
E não perdoo posers, falsos profetas nem chatos
Não sou capaz de um beijo
Em que não haja um abraço
Acato os que pedem meus desejos
Tento ao máximo cumprir metas e prazos
Não me adianto pisando em ninguém
Nem pisado me atraso
Acho a inércia, um saco!
Confio em quem não é desonesto
Prefiro ser sempre verdadeiro
Só minto pra quem enche o meu saco
Entrego-me no amor por inteiro
E por uma paixão sincera me despedaço
Não tenho inocência nem culpa
Já faz tempo que perdi esse cabaço
Não sou esperto, nem otário
Não tenho nem régua, nem compasso
Sou quem minha honra permite
E respondo por exatamente tudo que eu faço!
The Roots, Seed (2.0)
Pedro
Não contabilizo derrota
Nem conto vantagem
Ganho aquilo que posso
Só perco aquilo que tenho
Não tenho medo de briga
Respeito quem me enfrenta
Não humilho quem ameaço
Jogo um jogo que se virar ao meu favor
Dependendo da honra do freguês
Deixo-me perder e passo
Só pago pra ver a aposta que desejo
Se o desafio não for falso nem fácil
Não sou insensível
Nem tenho nervos de aço
Mais vulnerável que invencível
Não sou caçado pelo que caço
Não sou covarde quando recuo
Nem valente cantando de galo
Meu humor é fino e refinado
Como deve ser o de um palhaço
Sou de quem ocupo o corpo
Sem lhe invadir o espaço
Tenho a paciência de quem sonha
Consciência dos riscos que assumo
E nunca duvido do acaso...
Deposito fé em quem tem esperança
Conheço mais que ninguém, o nó do meu laço
Sou mais frágil do que pareço
Mas tenho sangue quente
E disposição de sobra pra vencer o cansaço
Não sou de ficar tímido à toa
Nem evito queda de braço
Discuto com quem me aborrece
E não perdoo posers, falsos profetas nem chatos
Não sou capaz de um beijo
Em que não haja um abraço
Acato os que pedem meus desejos
Tento ao máximo cumprir metas e prazos
Não me adianto pisando em ninguém
Nem pisado me atraso
Acho a inércia, um saco!
Confio em quem não é desonesto
Prefiro ser sempre verdadeiro
Só minto pra quem enche o meu saco
Entrego-me no amor por inteiro
E por uma paixão sincera me despedaço
Não tenho inocência nem culpa
Já faz tempo que perdi esse cabaço
Não sou esperto, nem otário
Não tenho nem régua, nem compasso
Sou quem minha honra permite
E respondo por exatamente tudo que eu faço!
The Roots, Seed (2.0)
Pedro
sexta-feira, maio 21, 2010
Cidade Valente
Não há padrão mundial que a defina corretamente
Hoje, vive a mercê de um planejamento carente
Sobrevive aos atos inconseqüentes
De seres humanos que a ela não dão valor
São cultos, inteligentes
São cheios de ousadia
Quando se fala em desigualdade,
Tudo vira hipocrisia
Cidade tão valente
Que sofre por atitudes irrelevantes
Está perdendo todo seu esplendor
Até quando sentirá essa dor?
Os seres humanos
Verdadeiros animais com sabedoria
Conseguirão viver nesse mundo?
Ou tudo será só mais uma... Utopia!
Dom Negrone, Cidade Maravilhosa
Pedro
Hoje, vive a mercê de um planejamento carente
Sobrevive aos atos inconseqüentes
De seres humanos que a ela não dão valor
São cultos, inteligentes
São cheios de ousadia
Quando se fala em desigualdade,
Tudo vira hipocrisia
Cidade tão valente
Que sofre por atitudes irrelevantes
Está perdendo todo seu esplendor
Até quando sentirá essa dor?
Os seres humanos
Verdadeiros animais com sabedoria
Conseguirão viver nesse mundo?
Ou tudo será só mais uma... Utopia!
Dom Negrone, Cidade Maravilhosa
Pedro
terça-feira, maio 18, 2010
Lugar de ser feliz!

Saquarema é de fato um lugar abençoado. Assim como quase todas as cidades de pequeno/médio porte do Rio, carece de estrutura e investimento. Mas mesmo com todos os percalços, a cidade consegue transmitir um clima simples e mágico.
Essa semana rolou a etapa 6 estrelas do WQS em Itaúna. O campeonato foi animal, me fez ressuscitar o status de "Maracanã" do surf, que não é só um estereótipo e sim uma realidade.
Saquarema já tinha recebido o Brasil Master Cup e o Estadual Profissional no final de semana anterior. Eu cheguei no final de semana só pra ver o restante do campeonato que rolava desde terça-feira. O lugar especial, quebrando altas ondas, com bastante gente e música boa na areia fez o final de semana valer muito a pena!
Eu não consegui ver com meus próprios olhos o John John destruindo a esquerda da Vila no freesurf, mas consegui ver algumas baterias... Domingo o campeonato acabou meio-dia, Willian Cardoso venceu Marco Polo na final dando só sapatada de backside. Logo depois liberaram a água, deu pra dar uma caída ao som de Ronan Horta e os Legumes Psicodélicos (não tem como negar que o nome é criativo até demais!) entre outras bandas que tocaram no evento. Um final de tarde mágico, numa cidade mágica, só pra variar...
Salmonella Dub, Dancehall Girl
Pedro
segunda-feira, maio 17, 2010
Retorno após breve pausa!
Jornalismo Poético foi procurar e achou! Não aceite essa realidade cotidiana, pessoas que te traem, amores tão frágeis. Por mais difícil que o dia-a-dia seja, não enfraqueça sua ideologia! Isso aí não é show da Beyoncé, 30 mil rebolando a bunda, são 30 mil sentindo na alma a letra; tenta sentir o peso da palavra e vem junto...
ACREDITE EM VOCÊ!
Racionais Mc's, Fórmula Mágica da Paz
Yan
terça-feira, maio 04, 2010
Vênus e Afrodites
Mulheres, esse texto não é para ser lido como um gesto machista da nossa parte. O propósito aqui é retratar, sem sensacionalismo, o tipo de mulheres que estão sendo criadas para nossa sociedade e fazer análises diversas. Uma sociedade ultra-liberal, onde as mulheres adquiriram espaço e status jamais alcançados na história. A relação homem/mulher não esbarra em tantos percalços como antes. O sexismo ganhou caráter universal.
Nós sabemos que um mundo só de homens seria um grande erro da criação. Se você mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente. Homem algum iria fazer coisa alguma na vida para impressionar a um outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo.
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua.
Só homens.
Já pensou?
Um casamento sem noiva? Um mundo sem sogras?
Enfim, um mundo sem metas...
É você mulher, quem impulsiona o mundo. Você descobriu isso, e agora deseja-se através dos olhares que recebe. Os beijinhos, cantadas e elogios que recebe servem como escada rolante para inflamar seu ego.
É preciso somente refletir tudo aquilo que te cerca, tudo aquilo que a sociedade te induz a fazer. Nós, homens, vamos continuar com aquela vontade incontrolável de mudar o mundo para que nada mais lhes cause dor...
O texto e o vídeo a seguir tem bastante a ver com o tema. Porém sob óticas completamente distintas... O vídeo tem conteúdo vulgar demais, então assista como curiosidade e humor:
"NINGUÉM MAIS NAMORA AS DEUSAS"
A política está tão repulsiva que vou falar de sexo.
Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais.
É isto mesmo. Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? As mulheres não são mais para amar; nem para comer. São para "ver".
Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...
As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada
vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima
de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados diante de tanta gostosura.
Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador". O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas almejam ser, é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "valentina", a "barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.
Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há.
Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou.
Ou, então, reprodutores como o Szafir, para o Robô-Xuxa.
A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres.
Ilusão a toa. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: super-objetos.
Se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são areia demais para qualquer caminhão.
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens que trabalham mais e ganham menos, têm medo de perder o emprego, vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, cadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador". Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeurs, babando por deusas impossíveis.
Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e sempre "disponíveis".
Arnaldo Jabor
---------
As Tequileiras do Funk são vanguardistas!
Inovação gramatical, poder e sedução... HADUKEN!
Pedro
Nós sabemos que um mundo só de homens seria um grande erro da criação. Se você mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente. Homem algum iria fazer coisa alguma na vida para impressionar a um outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo.
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua.
Só homens.
Já pensou?
Um casamento sem noiva? Um mundo sem sogras?
Enfim, um mundo sem metas...
É você mulher, quem impulsiona o mundo. Você descobriu isso, e agora deseja-se através dos olhares que recebe. Os beijinhos, cantadas e elogios que recebe servem como escada rolante para inflamar seu ego.
É preciso somente refletir tudo aquilo que te cerca, tudo aquilo que a sociedade te induz a fazer. Nós, homens, vamos continuar com aquela vontade incontrolável de mudar o mundo para que nada mais lhes cause dor...
O texto e o vídeo a seguir tem bastante a ver com o tema. Porém sob óticas completamente distintas... O vídeo tem conteúdo vulgar demais, então assista como curiosidade e humor:
"NINGUÉM MAIS NAMORA AS DEUSAS"
A política está tão repulsiva que vou falar de sexo.
Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais.
É isto mesmo. Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? As mulheres não são mais para amar; nem para comer. São para "ver".
Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...
As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada
vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima
de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados diante de tanta gostosura.
Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador". O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas almejam ser, é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "valentina", a "barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.
Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há.
Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou.
Ou, então, reprodutores como o Szafir, para o Robô-Xuxa.
A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres.
Ilusão a toa. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: super-objetos.
Se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são areia demais para qualquer caminhão.
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens que trabalham mais e ganham menos, têm medo de perder o emprego, vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, cadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador". Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeurs, babando por deusas impossíveis.
Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e sempre "disponíveis".
Arnaldo Jabor
---------
As Tequileiras do Funk são vanguardistas!
Inovação gramatical, poder e sedução... HADUKEN!
Pedro
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