terça-feira, novembro 29, 2011

Entardeceres

E
como cantar novos tempos
com a inspiração no passado?
...
aceitando os fatos o jogo muda de lado
e de repente entro de novo no mundo mágico
do novato com brilho nos olhos
sorrindo para todos os lados
doido para criar desenhos e formas
loucuras e histórias no espaço
vivendo, sentindo, pensando
que a matemática não faz sentido
se o sol estiver brilhando
e você não estiver lá fora

Vá em frente
pergunte ao poeta:
-pra que serve a poesia?
“-pra que servem os entardeceres,
e suas cores infinitas?
tem pessoas que passam toda a vida
sem falar de amor e não enxergam além
muito menos os entardeceres”
quando a gente sentado na areia
ouvindo um som, conversava e se conhecia
estranhos rindo
desejos pairando na brisa em sintonia

Ipanema no verão, o sol desce no mar
nem todos reparam
morrendo perfeitamente entre duas ilhas
o corpo quente incita a mente
com as oportunidades que a gente cria
ahh os entardeceres...
sempre os quero
sempre corro à janela
do momento perfeito em silêncio
na harmonia das ondas
ou sentado à pedra
rindo entre amigos
aplaudindo o sol indo
beijando você à capella

Férias de julho, encontros no inverno
no início da troca pro novo
apaixonar-se era olhar no outro
e reconhecer o próprio reflexo
quando os dias eram mais curtos
e o sol atrás da desenhada cadeia
mais cedo se escondia
raios fugiam por trás dos Dois Irmãos
curiosos no amor
banhando o céu com mil feixes
enfeites para o novo quadro
que a suaves traços nascia.


Seu Jorge & Almaz, Everybody Loves The Sunshine


Yan

terça-feira, outubro 25, 2011

Sendo

Às vezes eu penso
às vezes eu reflito
às vezes choro
muitas vezes suponho
às vezes esqueço
sei que faria melhor
sempre questiono
sei que interpreto e expresso bem
e balanceio muito mal
gosto de compreender o diferente
às vezes sou terrestre
nunca no espaço
sempre no mar
amo a música
e o sentir
sempre me importo
e sei que não há momento comum
gosto de deitar na areia e ficar ao sol
acomodar o corpo, encaixar as costas
respirar
fechar os olhos e sentir o corpo esquentar
relaxo
gosto do barulho das ondas
principalmente dentro delas
quando tudo pára
e a acústica é perfeita
nasci, cresci e vivi assim
carregando no sangue a essência
da brisa da maresia todo fim de tarde
das palavras doces
da poesia
de Ipanema
do Arpoador
do Dois Irmãos
do surf
do skate
da Natureza
do carioca
de sorrir
de fazer as coisas a pé
e conhecer as pessoas
estar na rua e continuar em casa
estar com os amigos
gargalhar mais ainda
conhecer pessoas novas
ver nas diferenças a existência pulsar
e as artes traduzirem os desejos invisíveis
no gesto interior que transborda
nascem traços, formas e cores
letras, melodias e o prazer
de amar o que se faz
e fazer o que se ama:
a liberdade de ser quem se é.
a música envolve
e torna o simples, inesquecível
não precisa ser Nietzsche pra concluir
que “sem a música
a vida seria um erro”
eu particularmente
com certeza não seria o mesmo
gosto da energia do show
cantar com a mão pro alto
olhar pra pessoa ao lado
e rir ao mesmo tempo
amo o futebol
vascaíno doente de família portuguesa
pai tricolor, tio flamenguista e avô botafoguense
engraçado como os primos podem se inspirar
tenho um olhar antropológico ao que me cerca
e tirano comigo mesmo
meu íntimo navega
transformando textos imaginados,
atos emudecidos
em versos indiscretos, papéis amassados
mais delirante que os já escritos
por Quintana, Pessoa, Neruda e Vinícius
que socorreu levando-me ao bar
e tomando um uísquinho emocionado
me falou sobre a quebrada de pescoço que anula o raciocínio
que se passar por você até hoje sinto
ao me entorpecer nos devaneios do seu jeitinho e balançar
gosto de aprender
ler e escrever
ver e fotografar
eternizar
cada olhar
afinal, não existem momentos comuns
e como no próximo piscar
tudo já mudou
o presente é um presente
a se abrir e descobrir
a cada instante.




Criolo, Ainda Há Tempo

"As pessoas não são más, elas só estão perdidas. Ainda há tempo"

Yan

segunda-feira, setembro 05, 2011

Rio pra quem? E quem é que paga o pato?

O Rio de Janeiro passa por um período de eferverscência econômica brutal, alavancado pelos mega eventos que acontecerão na cidade, trazendo consigo um clima bastante favorável a mudanças.

Porém, o progresso de fato nessa belle époque carioca ainda não trouxe melhoras concretas para a vida do próprio carioca, que na maioria das vezes fica em segundo plano. E essa situação pode ser diagnosticada também em todas os cantos do Brasil. Esses reflexos de uma transição um tanto quanto confusa do Estado totalitário para o Estado de regime democrático, resultou num Estado mínimo que precisa de significativo controle social. Essa confusa transição se deu em meados da década de 90 e construiu um modelo fundamentado na seguinte concepção: compro logo existo (era sexo, drogas e mastercard).

O abismo social que essa concepção gerou já vem dando provas há anos, mas a resposta que deveria ter sido dada ao problema ao longo de anos pelos governantes brasileiros, terão que ser solucionadas como um passe de mágica em 3 anos, numa tentativa desesperada de tapar o sol com uma peneira. Não é a toa que a Copa do Mundo do Brasil está bastante cotada a ser a mais cara da história, onde os superfaturamentos serão até considerados modalidade olímpica.

Os paraísos fiscais irão se multiplicar, surgirão caixas 2, 3, 4, 5 e os nossos representantes como já de rotina irão governar pelos próprios interesses e nós veremos tudo isso de braços cruzados, enquanto surgem mais e mais CPIs para no final todos sejam absolvidos, vide o caso recente da nossa magnífica Jaqueline Roriz, que foi FLAGRADA recebendo dinheiro do delator do Mensalão, porém a maioria absoluta dos seus companheiros resolveram lhe desobrigar dessa falcatrua sem tamanho para com o povo brasileiro. As medidas de sigilo no orçamento da Copa já foram autorizadas, para garantir maior privacidade a nossos parlamentares, que consideram essa medida de "extrema importância". Nós ainda vamos pagar muito caro por essa apatia política, com movimentos sociais dormentes, oposição governista calada, silenciada e completamente $eduzida.

Não vejo um futuro esperançoso enquanto corrupção não for tratado com crime hediondo e intolerável. Outro aspectos importante que vale ressaltar é o seguinte: de 1995 a 2010 a população carcerária cresceu 319%, um ritmo avassalador. Nota-se que nós somos o país onde mais se prende e mesmo assim instaurou-se uma cultura de impunidade (estranho?!).

A esquizofrenia penal interessa demais a um setor, o ganho proveitoso que existe aí por trás gera inúmeros transtornos. 70% dos presos hoje são reincidentes, o sistema penal brasileiro é notoriamente falho, qualquer leigo sabe que esse sistema não ressocializa ninguém, pelo contrário, é uma escola do crime. Fora as constantes violações de direitos humanos que são cometidas diariamente, muito em função da ausência de vontade política das autoridades competentes, que nada fazem para instituir uma reforma.

O verdadeiro interesse penal é recolher os "supérfluos" do sistema. Os inimigos de Estado hoje não são mais devido a ideologias mas sim as sobras da sociedade de consumo. O grande debate do Rio de Janeiro hoje está concentrado na seguinte questão: território/governança/Estado/soberania.

A questão das milícias não é enfatizada porque não assusta o capital estrangeiro e privado, ainda por cima são eleitas e de quebra frequentam o palácio. O problema das favelas hoje ganham outros contornos, pois só se começou a pensar numa política de planejamento de última hora. A favela não está com a ausência do Estado mas o que acontece na realidade é uma aplicação da política de não-assistência.
É perigoso pensar que a democracia só se consolida com a presença da polícia, é uma visão deturpada e que pode ocasionar muitos excessos.

O Estado policial repressor vai contra o ideal de Estado constitucional de direitos. As UPPs foi uma grande solução para a eliminação das diversas fronteiras armadas existentes no submundo carioca. Porém a redução de índice de criminalidade pode ser mascarado pela pulverização criminosa. As UPPs são soluções que devem ser aplicadas a curto prazo. O mais importante de tudo é a implementação dos reflexos SOCIAIS nas favelas, com a maximização dos serviços do Estado em benefício direto no dia-a-dia.
Os mega eventos são obrigados a preservar a dignidade das pessoas e o crescimento adequado da sociedade, o problema está na má distribuição que poderá ocorrer, no qual esses investimentos serão voltados exclusivamente para a manutenção de quem já possui um alto padrão de vida e não para o auxílio dos mais abastados/invisíveis que carecem desses reflexos sociais.

Por fim, farei minhas as palavras do grande mestre Oscar Niemeyer, esbanjando lucidez após 103 anos:
"Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores para vocês usarem como pinico. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de camburão!"




Pedro

quinta-feira, junho 23, 2011

Homenagem ao Muricy



PARABÉNS MURICY.
Saiu do Fluminense de maneira conturbada alegando não ter estrutura, foi chamado de covarde, disso e daquilo. Pegou um Santos desfigurado em situação crítica na Libertadores, foi bicampeão paulista num campeonato muito mais difícil e competitivo que o carioca, e fez história ontem guiando o Santos em sua terceira conquista intercontinental. De covarde, ele provou mais uma vez não ter nada.

Um dia pra ser lembrado.
Um dia onde Neymar foi travesso, e em seu play, teve até o cabelo puxado.
Um dia que Ganso com uma simples pincelada deu toque de genialidade ao quadro mais belo: o gol.
Um dia que Arouca durante 45 minutos nos deu a honra de ver um volante à 70 jogar.
Um dia que o Rei saiu de seu trono e reconheceu a competência de um grande líder diante de um Pacaembu lotado, com o gramado só pra ele.

Eu sou fã do Muricy. Gosto da auto-confiança dele, do seu ar de quem sabe que domina o que faz. Da ironia ao deboche, da raiva às lágrimas: ele simplesmente o é, emoção do início ao fim. É literalmente um homem de fibra, carne e osso. Fala o que tem que falar, e na cara. Se for ruim, como o caso dos vestiário das Laranjeiras, que era habitado por ratos, ele não tem vergonha e muito menos é conivente. Se for bom ele bate no peito e não faz demagogia também. Um cara convicto que ama e se entrega ao que faz, sem segredos pois grita suas fórmulas aos quatro ventos: trabalho, trabalho e trabalho. Árduo trabalho, repetitivo e chato. Lentamente transformando suor em vitórias. Muricy Ramalho, um autêntico campeão.


Coletiva Muricy pós-jogo.


Melhores momentos Santos Campeão Libertadores 2011.


O "jeitão" Muricy.


O motivo da saída do Fluminense.

-Muricy Ramalho
-55 anos (30/11/1955)

-Títulos como jogador:
-São Paulo
Campeonato Paulista 1975
Campeonato Brasileiro 1977
-Puebla
Campeonato Mexicano 1983

-Títulos como treinador:
-São Paulo
Copa Master da Conmebol 1996
Copa Conmebol 1994
Campeonato Brasileiro Campeonato Brasileiro 2006, 2007 e 2008
-Shanghaï Shenhua
Copa da China 1998
-Náutico
Campeonato Pernambucano 2001 e 2002
-Internacional
Campeonato Gaúcho 2003 e 2005
-São Caetano
Campeonato Paulista 2004
-Fluminense
Campeonato Brasileiro 2010
-Santos
Campeonato Paulista 2011
Copa Libertadores da América 2011

A esse grande nome do futebol brasileiro e melhor técnico que vivi, essa pequena homenagem.


Yan

quinta-feira, junho 16, 2011

Depois do golfinho, o renascimento

Hello sunshine, por onde anda você agora?
Faço perguntas despreocupado de respostas,
de quem enfrentou a tempestade de pé aqui
e hoje navega sereno
Quando soquei a parede e bati portas
Discrente de tudo afastei todos a minha volta
Num mar de flashs e dúvidas sofri por dentro.

Nossa relação mais que teatral culminou em cena shakesperiana
Num estilo já caga e anda,
de ser ou não ser
Estávamos pelo que tínhamos sido
Não éramos pelo o que seria
Presos um ao outro por intensas lembranças e prazer
Pisado amor.

No mar busquei exílio e mais uma vez encontrei a paz
Procurei pensar menos besteira e suar mais
Buscando a plenitude interna sem olhar pra trás
Abri as portas pro Tempo varrer tudo
-Pois aqui não haverá luto,
na partida de quem festeja.

Lentamente sob meus olhos vi a estação mudar
O sol morrer mais cedo e o mar à bradar:
Que todo fim é um novo começo
Em CDs antigos reencontrei minha história
Nas canções sonhos esquecidos na memória
E no despetar da alma, a morte do receio.

Viva la vida.



Mac Miller, BDE Bonus

"If it ain't about the dream, than it ain't about me"

Yan

terça-feira, junho 14, 2011

Misturado pela Cidade

20 minutos e 1000 momentos depois
Consigo iniciar as primeiras palavras
Será o ar da Cidade dos 1000 Poetas?
que só sobrou esse último suspiro,
Mais nada?

Já na primeira noite
Sua falta foi sentida,
Olhava para o céu à sua procura
Só sentia o vazio do silêncio
Estrelas caladas, nuvens unidas

Vagando, dançando, sonhando
Rindo e cantando
Encontrei já esquecida
Esta poesia perdida
Que me devolve ao passado
Ao som de uma gaita tocando
A canção de que o homem,
É uma ilha

Minha história consiste em pequenos fatos
Onde os meios nem sempre justificam os atos
Uma mistura de correto e palhaço
Escritor recatado
Romântico viciado
Político sarcástico
Cafajeste de filme b mal ensaiado
Meio papo furado
Bossa nova
E rock’n’roll



Red Hot Chili Peppers, Under The Brigde


Yan

quinta-feira, abril 28, 2011

Sol da tarde que invade

Para deixar para o futuro
Um arrependimento tardio
De ter avisado sobre tudo
De não ter tido vontade
De ter tido coragem
E tentado o impossível?
Olhos pregados fixos
Em nossos sonhos perdidos
No escuro é surdo o tiro
Onde só o olhar cala grito
Em pleno abismo...
Meus olhos viram você, e eu não pisquei mais.

Eu via que cada momento que despejávamos nossa juventude
Éramos lentamente arrastados para fora da pura loucura
Sentindo o tempo agir sobre tudo...
Quando o depois não ficou iludido
Perdeu ares de fugitivo
Na confirmação do agora mudo
Senti meus pés no chão.

No despertar da atitude, escalando muros
Amadurecendo pensamentos, novas portas de fuga
Em um dia a dia já não tão muleque
Tive dias de fúria e de mochila nas costas quis ganhar o mundo...
Lembrei de você e achei tudo mais justo
E continuei sorrindo e buscando.

Saídas improváveis cada vez mais incertas
Na malícia do lábio a estrada mais certa
Sentindo o doce suor da descoberta
Trazer sombras de outros verões pelas frestas
Esse sol que hoje invade nosso quarto
Nos faz mergulhar de novo dentro de nós.


Yan e Gabriel


Dave Cavanagh, Journey Home

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Visando sempre melhorar e tornar o espaço mais dinâmico, JP021 volta de cara nova! Adicionamos novas funcionalidades e spots em nossa lateral direita. O Hit Week - que trazia o som da semana - ganhou uma versão mais completa: Leia, Ouça, Assista. Indicando um livro, uma música, e um filme para salvar a rotina da semana; mini janelas do YouTube logo abaixo são a deixa pro leitor já ouvir um som sem sair da página, ou quem sabe assistir um trailer da sétima arte em nosso cartaz.

Para mudar o conteúdo da barra de vídeos é só atualizar. Além de imagens e um pouco mais do nosso íntimo, outra novidade é o World News, links sempre atualizados do mundo dos esportes - surf em primeiro plano - , da música e da sociedade carioca, em declínio diário.

Já que é estréia a gente abre logo de sola! Leia, Ouça, Assista:

LIVRO: O Caminho do Guerreiro Pacífico, Dan Millman. Li ano passado indicado pelo próprio Gabriel, num momento conturbado e o que posso falar é que é um livro divisor de águas. Todo mundo deveria ler.

SOM: I Got Ya Back, Katchafire. Banda de reggae neozelandesa que conheci recentemente e rapidamente virou top5 do gênero aqui no iTunes. A banda liderada por Logan Bell está em seu quarto CD de estúdio, mas o primeiro deles, Revival (2003), continua sendo o melhor. Músicas como Get Away, Sensimillia, Seriously (!), Lose Your Power, Now Girl tão valendo também um bisu, grandes chances de entrarem pra biblioteca. Jahmusicrootspower!

FILME: Encontrando Forrester (2000), Gus Van Sant. É outra obra que merece o título "divisor de águas", um filme com uma sensibilidade e inteligência que as palavras não conseguem alcançar. Traduz muito que sou hoje, pra mim é um orgulho de referência, ver o filme que aos 11 anos me intrigou de tal forma que eu comecei a escrever e nunca mais parei.

Keep Walking, Johnnie Walker.

Yan

terça-feira, abril 12, 2011

Stone Me


Well now okay, you want to run me out, run me down
But I heard, you're concerned
Baby that you going down
Gettin' down while I'm gonna roll out of town
Rumors flyin', people lyin'
I'm just tryin', tryin' to keep my head up off the ground
Oh yeah

It's getting harder and harder
I check my pride but you runnin' high
With some other guy and I'm about to die
Tellin' lies, runnin' and cheatin'
And doin' what you please
And no one was surprised
The only thing you need me for is the money

And now I'm so damn confused
Cause even though I paid my dues
Ain't no matter what I do I'm gonna lose
Cause you stone me, stone me, stone me

And now we known each other so long
How we're goin' on and on
I wish I was never gonna be alone
So long, I was dead wrong
Cause you're moving on with your life
Left me in your past, you're past
You're with some other guy
You used to make me high
But now you just stone me
I thought we was in love and now you say
You rollin' holy, left me living lonely
Mmm, what about our son

You have your own child
What you wanna run around
Baby you a wild child
Play on, play on
She get to play on, play on

Then you come a runnin' back
Workin' hard, all alone, too late
Baby I am solo
You hurt me so bad, it took me so long to rise
But baby I survived
Now I don't even wanna see your eyes
You stone me
You hurt me so bad, it took me so long to rise
But baby I survived
Now I don't even wanna see your eyes
You stone me, stone me


Conheci recentemente essa música do G. Love e ela mexeu comigo, não sei o porquê... E além de vir aqui compartilhar com vocês, fiz o upload dela no YouTube já que não tinha e o Jornalismo Poético 021 vem trazendo em primeira mão, faixa 13 do álbum The Hustle: G. Love & Special Sauce – Stone Me




E quando o G. Love fala por nós, nos lembramos dele também e vemos que a espera está chegando ao fim! Em 54 dias ele pisa novamente no Rio, mais precisamente dia 5 de Junho no HSBC Arena às 20h em show de abertura para o Jack Johnson, este astro da noite, em turnê mundial de To the Sea, seu sexto álbum de estúdio. Jack e G. Love são grandes amigos e essa união traduzida em música arrebenta, vide: Rainbow, Rodeo Clown, entre outras. Não se surpreenda se os dois shows virarem uma apresentação conjunta numa noite que promete uma vibe inesquecível.

Em 11 de novembro de 2007 tive a oportunidade de assistir ao G. Love ao vivo - que sou grande fã, mais que do Jack - no Festival Alma Surf, que reuniu na ocasião a IV Mostra Internacional LuiLui de Arte e Cultura Surf, o III Festival Internacional Osklen de Cinema Surf e o II Festival Billabong de Música, compreendendo trabalhos de cineastas, músicos, fotógrafos, pintores e escultores nacionais e internacionais tendo como principal referência o beach lifestyle. Além de G. Love, no II Festival da Billabong de Música também se apresentaram Donavon Frankenreiter, Matt Costa e A.L.O, além do lançamento de Trilogy, filme de surf com o A-Team da marca: Andy Irons (RIP 2010), Taj Burrow e Joel Parkinson. Numa noite muito especial ainda fui apresentado ao Romeu Andreatta, Publisher da Alma Surf, que riu muito com meu convite 0001 - comprado na Star Point do Shop. Leblon, guardado até hoje - e presenteou eu e o Julien Nery, grande amigo presente, com camisas do Festival e revistas da Alma. Durante as apresentações as credenciais de imprensa do Fernando Martin, renomado jornalista e bodyboarder argentino amigo, nos davam posição privilegiada. Muito bom!

Só não adiantar esperar essa mamata porque os preços dessa vez estão salgados... Anota aí.

JACK JOHNSON (Abert. G. Love)
Rio de Janeiro HSBC Arena - Dia 05 de junho
Abertura dos portões: 18h00
Horário do Show: 20h00
Pista Premier: R$480 / R$240
Pista: R$230 / R$130
Cadeira nível 1: R$300 / R$150
Cadeira nível 3: R$ 160 / R$80

Os ingressos já estão à venda em www.livepass.com.br

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NOVIDADE. Estréia hoje uma nova sessão no Jornalismo Poético 021, mais poético do que jornalístico, é o HIT WEEK!
Toda semana vamos dar a dica de um som que tá chamando atenção, novas bandas e tendências, e clássicos que influenciam até hoje, enriquecendo sua cultura e biblioteca musical.

A gente abre com I Will Break You, sonzão do Sparrow and the Workshop, que descobri através do filme A Escolha, toca na parte do Thiago Camarão. O filme foi dirigido por Henrique Daniel, levantando de forma poética o questionamento a respeito das escolhas que fazemos no dia-a-dia e que essas mesmas escolhas definem nossa personalidade e estilo de vida. Com imagens em alta definição e futuros atletas high performance, A Escolha agita o mercado interno e fortalece mais ainda o surf competição brazuca, a nossa hora já chegou...



Julgamento dos méritos de múltiplas opniões.

Yan

sábado, fevereiro 12, 2011

Faculdade de Nossa Vida


ei! moreninha... é, você mesmo
sentada duas cadeiras na minha frente
não sei se é porque nessa matéria sou meio leigo
mas essa quebradinha de pescoço paralisa minha mente
balança o cabelo
faz anotações e se espreguiça
foge de denominações, dispensa revisão
seu jeitinho sempre atrasada me alucina
vou soprar na sua nuca
quero você no meu currículo acadêmico
faço o que você quiser:
chego na hora, sento na frente e entro pro grêmio

toda cheia de charme
empinadinha, decidida, aroma floral
eu que antes só ia pra jogar bola
achei em você meu romance matinal
se a matéria fosse você
por mim as aulas não teriam fim
ia chegar todo dia em casa
com um sorriso na cara
e orgulho do boletim

anos se passaram
e nós nos aproximamos
encontros e desencontros
idas e voltas
até o 3° ano
-ter uma criança com teus olhos
-e que ela tenha a tua boca
enfim,
dissemos nossas verdades
o sol morrendo dentro d’água
nós dois de mãos dadas
domingo final de tarde



Faith No More, Easy

Yan

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Formulando meios

Comecei a realizar a atual realidade quando vi o que o mundo estava em minhas mãos; eu só precisava de um pouco mais de afinco pra manter regularidade no dia-a-dia, mais sorrisos excêntricos em adversos momentos, sacrifícios planejados, foco, e tesão no lento progresso. Acredito muito em 2011, não escondo. A palavra do ano é REALIZAÇÃO.
Vivendo Janeiro densamente, as flores continuam crescendo..



Nirvana, Oh, Me (Unplugged in New York)

"If I had to lose a mile
If I had to touch feelings
I would lose my soul
The way I do

I DON'T HAVE TO THINK
I ONLY HAVE TO DO IT
The results are always perfect
And that's old news

Would you like to hear my voice
Sprinkled with emotion
Invented at your birth?"


Yan

sábado, fevereiro 05, 2011

Acordar cedo pra plantar, lição 1


Cada inimigo seu vai te aplaudir de pé
quando seu escudo for o seu olhar, e sua espada a sua fé!
Quando sua meta for felicidade, não vitória
quem não se foca no presente não fica pra história!
Irmão cê veio pra contar história ou pra escrever?
Me diz, o que realmente te faz feliz?
Sei que nem todos lá no fim do túnel buscam luz,
fica difícil se a escuridão quem te conduz...
Já vi oportunismo travestido de amizade, uns aproveitadores da minha boa vontade...

Mas me esquivei, risquei da vida os covarde, porque quem vive em torno de mentira já tá morto de verdade.
Um só caminho é o bastante, suficiente, num mundo louco onde maçã te oferece serpente...
Já tentaram calar minha boca, e calava, mas só com meu dedo do meio eu falei tudo que eu precisava...

Quando cortaram os meus braços eu chutei,
Quando cortaram minhas pernas eu dei cabeçada,
Quando cortaram minha cabeça, eu mordi na jugular e não soltei por nada, não soltei por nada!
Quando cortaram os meus braços eu chutei,
Quando cortaram minhas pernas eu lutei... Como SAMURAI!

Sem sensacionalismo, sem sentimentalismo,
se pobre eu sou, mas querer ser é masoquismo.
Não enalteço a riqueza ou a pobreza,
enalteço a luta por comida à vontade na mesa
de quem não teve escolha sobre a própria profissão...
Se eu tive a minha, me calar é omissão,
faço como a rabiola no fio, o vento tenta me levar, mas permaneço onde a vida me encubiu, ouviu?
Um sonho se desfaz quando o olho se abre, um ideal não se desfaz nem que a vida se acabe...
Meu ideal já foi traçado: "Não permitir que meu fracasso faça minha véia ir tomar banho gelado!"
Cada Amélia que dá a vida pela família, ama algum João que merece bem mais que uma Brasília...
A gente se adaptou ao mundo feroz, agora é a hora de fazer com que o mundo se adpte a nós!

Quando cortaram os meus braços eu chutei,
Quando cortaram minhas pernas eu dei cabeçada,
Quando cortaram minha cabeça, eu mordi na jugular e não soltei por nada, não soltei por nada!
Quando cortaram os meus braços eu chutei,
Quando cortaram minhas pernas eu lutei... Como SAMURAI!

O que diria o seu pai te vendo caído, irmão?
Isso depende do motivo de se estar no chão,
Alguns estão lá, por nem saberem levantar, o meu rap é a mão que se estende pra te ajudar
Vem! sei que seu corpo tá cansado SAMURAI, vão derrubar seu corpo mas sua alma não cai
Eu sei que alguém acredita em você, mas e você, acredita em você?
Eu acredito em você!
Colegas? Eu tenho 20. Amigos? Eu tenho 6.
Que eu vejo sempre? Só 4. Que eu posso contar? Só 3!
Quando eu cair, já era, poucos aí se comovem...
Em alma eu vou estar olhando, tirando a prova dos nove
Alguns vão falar "Volta!", outros vão dar "Adeus",
se foi um tal de Projota ou, o Thiago morreu...
Mas hoje ainda estou vivo, não vão, comer do meu pão...
Só quero deixar bem claro, os verdadeiro eu sei quem são!

Quando cortaram os meus braços eu chutei,
Quando cortaram minhas pernas eu dei cabeçada,
Quando cortaram minha cabeça, eu mordi na jugular e não soltei por nada, não soltei por nada!
Quando cortaram os meus braços eu chutei,
Quando cortaram minhas pernas lutei... Como SAMURAI!



Fora do ano do macaco a maré encontrou o vento e fez a direção de tudo mudar.
Ao girar o globo o dedo encontrou o futuro e o sonho ganhou título..
Os dados rolam, mas o destino é um só.

Senhoras e senhores, trago boas novas, voltei meus amigos. Eu voltei.

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A arte é do Leo Uzai, foto que eu tirei na exposição que rolou com os parceiros da Homegrown no dia 26/10/10. A expo de arte urbana contava com outros consagrados artistas; EVOKE fazendo lançamento mesclando óculos, artes plásticas e design; Dj largando só oldschool no vinil; além da birita e o Sabuga embaixo fazendo a presença...


Projota, Samurai


Yan